quarta-feira, 30 de junho de 2010

ESPANHA FURA BLOQUEIO DEFENSIVO DE PORTUGAL E VENCE DUELO IBÉRICO

Villa marca no 1 a 0 na Cidade do Cabo, alcança Higuaín e Vittek na artilharia e classifica a Fúria para enfrentar o Paraguai nas quartas de final
No duelo ibérico mais importante da história, a criatividade prevaleceu sobre a eficiência defensiva nas oitavas de final. A Espanha dominou Portugal durante todo o jogo na Cidade do Cabo e, se venceu por apenas 1 a 0 nesta terça-feira, foi porque o goleiro Eduardo evitou um resultado mais amplo. David Villa marcou o gol da classificação, seu quarto na Copa do Mundo, e se juntou ao argentino Higuaín e ao eslovaco Vittek como artilheiros da Copa do Mundo.
Após um início ruim na competição, com derrota para a Suíça, a Espanha teve um desempenho mais compatível com seu status de campeã europeia. Agora vai enfrentar o Paraguai nas quartas de final, em partida às 15h30m (de Brasília) de sábado, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Portugal, que sempre contou com grande torcida na Cidade do Cabo, despede-se da África do Sul após sofrer um único gol em quatro partidas. Xavi foi eleito o craque do jogo, em votação popular no site da Fifa. Do outro lado, Cristiano Ronaldo foi prejudicado pela falta de ousadia do time e teve atuação decepcionante.
Blitz espanhola no início
Diante do ótimo desempenho defensivo de Portugal neste Mundial, os espanhóis entraram em campo dispostos a não dar tempo para o adversário respirar e se arrumar em campo. Foi uma blitz. Em 12 minutos, tiveram 70% de posse de bola e concluíram quatro vezes a gol, em três delas obrigando Eduardo a espalmar a bola. A defesa lusa cometia erros bobos de marcação, permitindo até que Torres recebesse passe rasteiro numa cobrança de escanteio e virasse para chutar sem dominar a bola.
Até então apagado na competição, o atacante do Liverpool ainda sofreu um pênalti não marcado, numa das vezes em que ficou mano a mano com Coentrão na ponta. O placar eletrônico no estádio quase exibiu o replay, mas alguém deve ter se lembrado da recomendação da Fifa, de não repetir lances polêmicos, e cortou em cima da hora. Os 12 minutos iniciais foram um resumo da Espanha na Copa, com muita presença ofensiva e pouca eficiência na finalização. Portugal se segurou e ajustou sua marcação, não passando por outro susto até o intervalo. A Espanha virava a bola de um lado para o outro, buscava acionar Villa e Torres nas pontas, mas falhava no passe que acionaria os atacantes pelo meio. Cristiano Ronaldo pouco fez, foi bem marcado e se irritou com a arbitragem de Hector Baldassi (Foto: EFE)
Portugal demorou a acertar sua saída de bola, o que levou até Pepe a discutir com Eduardo, pedindo que o goleiro não desse mais chutões para frente. O meio-campo pouco criava, e no ataque Cristiano Ronaldo era bem marcado, irritando-se com a arbitragem de Hector Baldassi, que deixava o jogo correr. Seus companheiros tampouco ajudavam: Simão foi uma figura nula, e Hugo Almeida mais atrapalhou do que ajudou.
Não por acaso, Liedson e Danny começaram no banco de reservas o aquecimento por volta dos 30 minutos. A essa altura, eles já haviam visto o time testar a insegurança de Casillas por duas vezes, em chute de Tiago e numa cobrança de falta de Cristiano Ronaldo. Outra boa possibilidade de ataque que surgiu, já no fim da primeira etapa, foi o cruzamento da esquerda para a área. Hugo Almeida não cabeceou em cheio no primeiro lance, e Tiago concluiu para fora no segundo.
Villa marca ao estilo da Fúria
O início da segunda etapa teve uma Espanha com sua tradicional paciência, trocando passes em busca de uma situação clara de ataque. Mais preocupado em defender, Portugal conseguiu apenas uma jogada isolada aos seis minutos, em que Puyol desviou de joelho um passe de Hugo Almeida e quase marcou contra.
Os dois técnicos resolveram mexer em seus times ao mesmo tempo, aos 13 minutos. Vicente del Bosque trocou Torres por Llorente, e Carlos Queiroz substituiu Hugo Almeida por Danny. A Espanha passou a ser mais contundente a partir daí. Logo aos 15, o próprio Llorente perdeu boa chance, numa jogada pouco comum da Espanha - um cruzamento de Sergio Ramos da intermediária. Em seguida, Villa arriscou de fora da área, com estilo, e quase marcou. Montanha de Alegria: jogadores comemoram juntos o gol de Villa sobre os portogueses (Foto: Getty Imagens)
As chances se sucediam, e aos 17 minutos veio o gol. E bem ao estilo espanhol: uma rápida troca de passes, com Xavi usando o calcanhar para deixar Villa na cara de Eduardo. Também ao estilo espanhol foi a conclusão, sofrida: o atacante (em impedimento quase imperceptível) precisou chutar duas vezes para encontrar a rede, marcando pela quarta vez na Copa. Foi também a primeira bola que Eduardo buscou em sua meta, acabando com a invencibilidade da defesa de Portugal.
Em desvantagem no placar, os lusos pouco fizeram até o fim da partida para buscar o empate. Foi a Espanha, na verdade, que esteve mais perto de um gol. E só não fez o segundo porque esbarrou em Eduardo, que fez difícil defesa em chute cruzado de Sergio Ramos e espalmou com plasticidade uma bomba de Villa. Especialistas em manter a posse de bola, os espanhóis praticamente colocaram na roda o adversário, que não encontrou forças para uma marcação mais eficiente. E os portugueses ainda tiveram Ricardo Costa expulso no fim, por um lance na área com Capdevilla.
Fonte: globo.com

terça-feira, 29 de junho de 2010

NOS PÊNALTIS, PARAGUAI VENCE GUERRA CONTRA JAPÃO E ALCANÇA FEITO INÉDITO

Após 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, paraguaios são perfeitos nas penalidades e chegam pela primeira vez às quartas de final de uma Copa
O sonho era comum: classificar o país pela primeira vez para a fase de quartas de final de uma Copa do Mundo. Com o mesmo objetivo, Paraguai e Japão se igualaram no tempo normal e na prorrogação do duelo desta terça-feira, no estádio Loftus Versfeld, em Pretória. E após mais de 120 minutos em que o 0 a 0 resistiu em um jogo sem grandes emoções, que chegou a fazer o presidente da Uefa, Michel Platini, cochilar na tribuna de honra, os paraguaios foram mais eficientes na disputa de pênaltis. A equipe converteu suas cinco penalidades e contou com o erro de Komano, que mandou a bola no travessão, para vencer a batalha por 5 a 3 e entrar para a história da nação.
Os paraguaios vão decidir uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo no próximo sábado, às 15h30m (de Brasília), em Joanesburgo, contra o ganhador do confronto entre Espanha e Portugal, que se enfrentam nesta terça.
O triunfo guarani também permitiu uma marca histórica para o futebol sul-americano. Pela primeira vez, a região terá mais representantes que a Europa entre os oito melhores do Mundial (quatro a três). Além do Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil também seguem na Copa 2010. Alemanha, Holanda e Espanha/Portugal representam o velho continente. Já a Ásia, com a eliminação japonesa, está fora do Mundial. A África segue com a seleção de Gana. Momento histórico para o Paraguai: Cardozo converte pênalti e comemora a vaga nas quartas (Foto: AFP)
Para o duelo contra os japoneses, o treinador Gerardo Martino decidiu abandonar o esquema com três atacantes, procurando reforçar o meio-campo. Haedo Valdez perdeu o lugar no time, e Benitez ganhou a chance de iniciar a partida. Já Takeshi Okada, satisfeito com a atuação da equipe diante da Dinamarca, manteve os 11 que iniciaram o jogo que classificou o time para as oitavas.
E foram os orientais que mostraram mais atenção e iniciativa nos dez minutos iniciais. Logo após o pontapé inicial, Okubo roubou uma bola no campo ofensivo e arriscou a gol. Mandou a bola longe do alvo, mas mostrou aos paraguaios a disposição dos samurais azuis. Aos três, Komano também decidiu arriscar de longe. Acertou a meta, mas Villar defendeu com facilidade.
Facilidade que o Paraguai não encontrava para armar jogadas ofensivas. Nos 12 primeiros minutos, a seleção guarani teve 67% de posse de bola, mas errou 47% dos passes. E só marcou presença na área adversária em um lance atrapalhado. Após cruzamento na área, Benitez e Riveros se chocaram e ficaram estendidos no gramado. O Japão também abusava de errar passes. Mais da metade dos tentados no primeiro terço do jogo (51%). As falhas resultaram uma partida feia, com chutões de ambos os lados.
Com 20 minutos, a partida ganhou um pouco de emoção. Em dois lances em sequência, um para cada lado. Lucas Barrios tabelou com Vera, se livrou de Abe com um belo toque, mas concluiu fraco diante de Kawashima. O goleiro salvou com o joelho direito. O lance acordou o Japão, que foi ataque e acertou o travessão com um belo chute de fora da área de Mitsui (no vídeo acima).
A armação de jogadas seguiu como um problema grave para ambos os lados. E foi necessária uma bola parada para que uma chance de gol surgisse. Aos 28, Morel Rodriguez cobrou escanteio, e a bola sobrou diante de Roque Santa Cruz. O mais famoso atacante paraguaio encheu o pé, mas chutou à esquerda do gol, perdendo oportunidade de ouro para tirar o zero do placar e fazer o Japão afrouxar o seu disciplinado sistema defensivo. O mesmo ocorreu com o principal jogador japonês. Honda recebeu de Matsui aos 39 e, de frente para a gol, concluiu para fora.
Com o fim do primeiro tempo, os jogadores paraguaios se reuniram no círculo central. Bonet e Da Silva falaram com os companheiros, tentando incentivá-los para a segunda etapa. O mesmo fizeram os japoneses ao retornarem ao campo.
As 'rodinhas' serviram para os times voltarem mais ligados. Mas nos primeiros dez minutos, quem defendia prevalecia sobre os que atacavam. Túlio Tanaka e Nakazawa impediram conclusões de Ortigoza e Benitez. Do outro lado, Villar defendeu um chute de Nagatomo que desviou na defesa.
O Paraguai conseguiu superar os zagueiros adversários aos 14. Melhor opção ofensiva guarani, Morel Rodriguez cruzou da esquerda e encontrou Riveros na área. Mas o meia não passou pelo goleiro Kawashima, que defendeu firme, na segunda conclusão a gol da equipe sul-americana em todo o jogo.
Após o lance, Gerardo Martino decidiu retomar a formação tradicional do Paraguai, com Valdez no lugar de Benitez. E Takeshi Okada também procurou reforçar o ataque nipônico, com o atacante Okazaki no lugar do meia Matsui. Mas as dificuldades seguiram. O jogo praticamente ficou resumido a lançamentos longos e cruzamentos sobre a área. Uma partida tão desinteressante que fez Platini dar uma cochilada no estádio (veja no vídeo ao lado).
A partir dos 35 minutos, os asiáticos demonstraram mais interesse em evitar a prorrogação, chegaram a ensaiar uma pressão, mas os sul-americanos souberam se defender. O que melhor fizeram na Copa até agora (apenas um gol sofrido em quatro partidas).
Com a prorrogação, o nível da partida melhorou. O Paraguai foi mais incisivo, mostrando que não desejava levar a decisão da vaga para os pênaltis, assustando mais o adversário em dez minutos do que em todo o tempo normal. Foram três boas chances, em cabeçada de Barrios e conclusões de Valdez e Barreto. A última foi por cima do gol e as duas primeiras foram defendidas por Kawashima. Do outro lado, Villar também precisou trabalhar, espalmando uma falta cobrada por Honda.
Na segunda etapa do tempo extra, as oportunidade de gols diminuíram. As únicas foram em cabeçadas de Valdez e Túlio Tanaka. Uma defendida por Kawashima. A outra, para fora. O erro japonês: Komano cobra pênalti e acerta o travessão (Foto: Agência Reuters)
Nos pênaltis, a famosa concentração oriental foi superada. Barreto, Lucas Barrios e Riveros marcaram para o Paraguai. Após Endo e Hasebe balançarem a rede, Komano perdeu a terceira cobrança japonesa, carimbando o travessão guarani. Valdez e Honda acertaram, e coube a Cardozo, que substituiu Santa Cruz na prorrogação, selar o triunfo paraguaio e levar o país pela primeira vez para o seleto grupo dos oitos melhores de um Mundial.
Fonte: globo.com

segunda-feira, 28 de junho de 2010

BRASIL SEGUE ROTEIRO, VENCE O FREGUÊS CHILE POR 3 A 0 E AVANÇA ÀS QUARTAS

Time de Dunga consegue seu sexto triunfo consecutivo sobre o adversário, com gols de Juan, Luis Fabiano e Robinho, e agora encara a Holanda
Freguesia é coisa para ser respeitada, e o Brasil manteve sua tradição diante do Chile na noite desta segunda-feira no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Mesmo desfalcado de Felipe Melo e Elano, machucados, a seleção venceu pela sexta vez seguida o rival, o maior freguês desde que Dunga assumiu o cargo, em 2006. Os 3 a 0 sobre a equipe do argentino Marcelo Bielsa garantiram os brasileiros nas quartas de final da Copa da África do Sul. Robinho desencanta na Copa do Mundo e fecha o placar no Ellis Park: 3 a 0 para o Brtasil (Foto: Reuters)
A receita verde-amarela para ganhar foi bem conhecida: bola parada na cabeçada de Juan, contra-ataque mortal para Luis Fabiano marcar e, para completar, gol de Robinho após roubada de bola de Ramires. Foi a oitava vez que o atacante do Santos balançou as redes chilenas, igualando-se a ninguém menos que Pelé como maior carrasco do adversário. Ele foi eleito o melhor em campo em votação no site da Fifa.
O terceiro triunfo sobre o Chile em jogos decisivos de Copa (os outros foram na semifinal em 1962 e nas oitavas em 1998) pôs a equipe de Dunga frente a frente a outro rival conhecido, a Holanda. A quarta partida entre os países em Mundiais será na sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth, no estádio Nelson Mandela Bay.
Quatro minutos de susto. E só
Os primeiros quatro minutos de jogo deram a impressão de que o Chile colocaria na prática a formação ofensiva que apresentou no papel - com Beausejour, Alexis Sánchez, Mark González e Suazo. Foi o período do jogo em que o Brasil esperou em seu campo defensivo, viu o adversário tocar a bola e teve apenas 27% de posse de bola. Um contra-ataque mal aproveitado por Luis Fabiano, com um chute fraco e para fora, mudou o panorama.
A partir de então, o Brasil tomou para si a iniciativa do jogo e teve pela frente um adversário que se limitou a defender. Com boa movimentação no meio-campo, o time de Dunga encontrou espaços com facilidade, mas falhou nas tabelas, interrompidas por erros de passe. Os chutes de fora da área, que em princípio pareciam uma opção a mais, transformaram-se na principal arma ofensiva nos primeiros 30 minutos. Gilberto Silva e Ramires arriscaram, colocando Bravo para trabalhar um pouco.
Juan comemora com Luiz Fabiano o primeiro gol brasileiro diante do Chile (Foto: Getty Imagens)
Na defesa, no entanto, os volantes pouco ajudavam na saída de bola, obrigando Julio Cesar e os zagueiros a apelarem para chutões para frente. O Brasil reclamou de um pênalti em Lúcio, mas conseguiu abrir o placar quando tentou consertar um dos seus erros, a pouca iniciativa pelas pontas. Numa rara jogada de linha de fundo, Maicon conseguiu escanteio que ele mesmo cobrou. Protegido por Lúcio e Luis Fabiano, Juan saltou e cabeceou, vendo a bola passar sobre a mão do baixinho Bravo (de 1,83m) e fazendo 1 a 0 aos 34 minutos. Foi seu sétimo gol pela seleção, o quarto sobre o Chile.
A seleção aproveitou a vantagem e se manteve no ataque, chegando ao segundo gol três minutos depois. Se abriu 1 a 0 em um lance de bola parada, fez 2 a 0 em outra especialidade desse time: o contra-ataque. Robinho correu pela esquerda e encontrou Kaká no meio, na entrada da área. Com apenas um toque, típico do camisa 10, ele deixou Luis Fabiano na cara do goleiro. O atacante, que um minuto antes se atrapalhara sozinho em um toque de calcanhar, driblou Bravo com estilo e fez seu terceiro gol nesta Copa. O jogo, complicado até os 34 minutos, chegou ao intervalo com boa vantagem no placar para a seleção.
Ramires ajuda no gol, mas leva amarelo
O Chile fez duas alterações para a segunda etapa, entrando Tello e Valdivia nos lugares de Contreras e González. Mas a postura continuou a mesma, de excessivo respeito. O time de Marcelo Bielsa não se jogou ao ataque e sofreu com erros de passe no meio-campo, problema compartilhado pelo Brasil, que com isso teve dificuldade para aproveitar os espaços fartos. Kaká, que não esteve numa noite inspirada, apesar da assistência, errou passe fácil aos sete minutos, o que deixaria Robinho na cara do gol.
Se não estava tão fácil construir jogadas, o melhor jeito de chegar ao gol foi destruindo. Ramires roubou bola no meio-campo e acelerou em direção à área, livrando-se de dois marcadores e desviando a bola do terceiro, dando passe para Robinho. O atacante chutou e tirou a bola do alcance do goleiro, fazendo 3 a 0 aos 14 minutos. Desencantou no Mundial na África do Sul, marcando seu primeiro gol.
Com uma vantagem tranquila no placar, diante de um adversário que não ameaçava, o Brasil tinha a preocupação principal de não ter um jogador suspenso para as quartas de final. Fracassou nessa missão. Ramires fez falta dura e desnecessária e recebeu seu segundo cartão amarelo na competição. Quatro minutos depois, Dunga resolveu mexer no time pela primeira vez, trocando Luis Fabiano - outro pendurado - por Nilmar.
Num jogo morno nos últimos 20 minutos, o Brasil ainda teve boa chance de marcar o quarto gol, mas Bravo fez defesa em chute cruzado de Robinho. E Julio Cesar enfim entrou em ação, aos 29 minutos, em jogada individual do isolado Suazo, que em outro lance chutou uma bola que quicou no travessão. Sem muito com o que se preocupar, Dunga promoveu a estreia de dois jogadores, Kleberson e Gilberto, que substituíram Kaká e Robinho, respectivamente.
Fonte: globo.com

PERIGO LARANJA: ROBBEN COMANDA PASSAGEM DA HOLANDA ÀS QUARTAS

Vitória de 2 a 1 sobre a Eslováquia em Durban coloca europeus como próximo obstáculo do Brasil na luta pelo hexa na África do Sul
Ter a Holanda pela frente não é exatamente uma boa notícia. Ter a Holanda pela frente com Robben em campo é um pouco pior. Mas complicado mesmo é ter a Holanda pela frente com Robben voando. O camisa 11 voltou nesta segunda-feira a um lugar que sempre foi seu e comandou a Laranja na vitória de 2 a 1 sobre a Eslováquia. Com o resultado, a equipe, que também tem Sneijder, Kuyt e Van Persie, está nas quartas de final da Copa do Mundo. E será o adversário do Brasil na disputa por uma vaga na semifinal. O duelo ocorre na próxima sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth.
O jogo no Moses Mabhida, em Durban, apresentou Robben como titular pela primeira vez na Copa. Recuperado de uma lesão muscular que chegou a colocar em dúvida sua presença no Mundial, o camisa 11 fez o gol da vitória, criou outras chances e deixou os colegas na cara do gol. Mostrou que, apesar de ainda não estar nas condições físicas ideais, continua sendo a figura central da equipe laranja. Em ótima fase, Sneijder, em bela jogada de Kuyt, ampliou. E, no último lance da partida, Vittek descontou em cobrança de pênalti.
A partida encerrou o sonho dos eslovacos, animados depois de mandarem a atual campeã, a Itália, de volta para casa na primeira fase. Os azarões deixam o Mundial com uma imagem positiva. Nesta segunda, eles encararam a Holanda de frente e tiveram chances claras para empatar a partida no segundo tempo. No primeiro jogo como titular, Robben teve participação decisiva na classificação da Holanda (Foto: AFP)
Senhoras e senhores, Robben está de volta

Cada dia de recuperação, cada careta de dor, cada unha roída de ansiedade: tudo foi resumido em um segundo para Arjen Robben. Naquele segundo (um pouco mais, um pouco menos) que a bola demorou para sair do pé de Sneijder, genial, e atravessar o campo, Robben deve ter lembrado de tudo. Quando ele pegou a jabulani pela direita, de frente para dois marcadores, puxou para o meio e deixou Durica e Zabavnik perdidos, deve ter lembrado das dúvidas, dos temores, do risco de ver uma lesão no coxa tirá-lo da Copa do Mundo. E aí Robben chutou: no canto, matemático, no contrapé do goleiro Mucha, no único espaço que o adversário não poderia alcançar. O encontro da bola com a rede, com o atacante já correndo para dar liberdade à alegria trancada no corpo, foi um aviso: senhoras e senhores, Arjen Robben está de volta.
Robben não jogou contra a Dinamarca. Também não enfrentou o Japão. Diante de Camarões, só foi a campo por 20 minutos. Estava sendo guardado a sete chaves para a hora do “vamos ver”. E a Eslováquia viu. É difícil se colocar no lugar dos zagueirões eslovacos: olham para um lado, vêem o Kuyt; olham para o outro, aparece Robben; olham para a frente, surge o Van Persie; na armação, mais atrás, Sneijder. É de arrepiar.
Mas eles não arrepiaram. A Eslováquia começou o jogo peitando a Holanda, deixando bem claro que poderia fazer com ela o mesmo que fez contra a Itália. A partida teve largada agitada, com lances lá e cá. Lá: Weiss, filho do técnico, se livra de dois marcadores e aciona Jendrisek, que manda por cima com um minuto de jogo. Cá: Robben, pelo meio, deixa a bola com Sneijder, que bate por cima. Lá: Hamsik avança e manda chute perigoso, sobre o gol holandês. Cá: Kuyt cruza, e Van Persie manda de cabeça uma bola que desvia no braço de Zabavnik antes de sair.
Lá e cá, cá e lá. Por dez minutos. Em um jogo tão equilibrado, pesa a qualidade técnica do jogador. Sneijder, antes de tirar da cartola o lançamento de quase um campo inteiro para Robben, já havia perdido um gol. O meia recebeu de Van Persie e, de frente para a meta, bateu fraquinho, nas mãos de Mucha (assista no vídeo acima). Errou uma vez. Não erraria a segunda.
O diferencial na Holanda versão 2010 é o efeito camaleão, a capacidade de se adaptar ao clima da partida: se tem como jogar bonito, tenta jogar bonito; se não tem como, vai com pragmatismo mesmo. Os laranjas, quando fizeram o gol, não saíram pelo campo tabelando de calcanhar, escondendo a bola sob a chuteira, tentando dar aquele espetáculo tão relacionado ao futebol do país. Nada disso. Preferiram ser compactos. Resultado: a Eslováquia passou o resto do primeiro tempo correndo o tempo todo para lugar nenhum, sem realmente ameaçar.
Robben incomoda, goleiro salva e Sneijder marca
Robben voltou infernal para a segunda etapa. Com quatro minutos, pegou a bola pela direita, puxou para o meio e mandou de perna canhota. A trave direita do goleiro Mucha sentiu o vento da jabulani passando ao lado dela, pertinho. após desvio do arqueiro (no vídeo ao lado). Mais um minuto, mais Robben. Pela esquerda, ele mandou na área para Van Persie completar. Mucha salvou a Eslováquia novamente.
A Holanda deixou de matar cedo um adversário disposto a renascer. Não faltaram chances para o empate. Stoch, aos 21, fez o bom goleiro Stekelenburg espalmar para escanteio um chute da entrada da área. Na sequência, após a cobrança do córner, Vittek recebeu livre, de frente para a meta, e também parou no camisa 1 holandês. O artilheiro eslovaco teria outra oportunidade mais tarde, em chute por cima do travessão.
A Holanda vivia momentos de perigo. O técnico Bert van Marwijk resolveu agir. Aos 25 minutos, tirou Robben, cansado. Aos 35, Van Persie, mais uma vez discreto. Colocou Elia e Huntelaar. Na prática, não fez grande diferença. O panorama seguiu igual, com a Eslováquia tentando, em vão, repetir um milagre que não acontece todo dia. Com o goleiro Mucha vencido, Sneijder comemora o gol que garantiu a Holanda nas quartas (Foto: Reuters)
E quem chegou à rede foi a Laranja. Mais pelos espaços deixados pela Eslováquia do que por merecimento. Kuyt fez bela jogada pela esquerda, se livrou do goleiro com um toque de cabeça e rolou para Sneijder, um coadjuvante de luxo para Robben. O meia fuzilou a rede.
O esforço da Eslováquia acabou sendo premiado nos acréscimos. Aos 47, Jakubko recebeu na área e caiu após tentar driblar o goleiro Stekelenburg. Pênalti marcado. Vittek cobrou bem, no canto direito. Mas nem teve tempo de comemorar o seu quarto gol no Mundial. O árbitro espanhol Alberto Undiano encerrou o jogo após a bola tocar na rede. Apito que confirmou que a Holanda está no caminho do Brasil.
Fonte: globo.com

AUDIÊNCIA NA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO DO POTENGI DISCUTE INVASÃO DE TERRAS PELO MST

Na manhã da última terça-feira (22/06/2010) na Câmara Municipal de São Paulo do Potengi, foi realizada audiência, onde foi discutido a ocupação, por parte de trabalhadores sem terras, acampados na entrada da Fazenda Cachoeirinha, localizada próxima da estrada que liga os municípios de São Paulo do Potengi e São Tomé, na RN203.
A reunião foi proposta pela família do fazendeiro Márcio Brito, proprietário da fazenda e contou com a participação do Capitão Luís Carlos, do Tenente Leiros e do pelotão da cidade. Também estiveram presentes na audiência o Presidente do Sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira, o Prefeito da cidade, José Azevedo, e o Presidente do Sindicato Rural de São Paulo do Potengi, José Dias Filho, que representou a família Brito. Do lado dos sem terras, mais de 20 integrantes do movimento estiveram presentes, mas poucos falaram.
No início do debate, o Capitão Luís Carlos explicou aos trabalhadores que a reivindicação deles é correta, é justa, mas que eles estavam cometendo ilegalidades no caso específico da Fazenda Cachoeirinha. “Vocês estão em frente a uma propriedade privada, soube também que estão ameaçando o fazendeiro Márcio e sua família, e estão portando armas de fogo sem licença e ainda por cima, estão roubando energia elétrica dos postes (Fazendo ligações clandestinas na fiação). Tudo isso é muito grave” Afirmou o Capitão Carlos.
O prefeito José Azevedo também explicou que todas essas acusações são fortes e que agindo dessa forma, com violência contra o proprietário, o movimento só perde forças. “Vocês não podem, de forma alguma, tentar impedir que o senhor Márcio Brito entre em sua fazenda. Isso é errado. Fazendo isso, vocês demonstram que estão sem ordem” Ressaltou Azevedo.
A representante dos sem-terra na audiência, Sandra da Silva, reconheceu que houve excessos por parte dos seus colegas. Também parabenizou a iniciativa da reunião e se comprometeu a conversar com os outros líderes do movimento, entre eles Gerson Justino e Chico Estrela, para tentarem um futuro acordo com o proprietário Márcio Brito. “Sei dos erros cometidos pelos colegas, como o uso de armas, mas vou tentar conversar com o grupo para resolver esse problema na Fazenda Cachoeirinha” Explicou Sandra.
Invasão por meio da força é crime
O Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte, José Álvares Vieira, explicou que a instituição não é contra a reforma agrária, mas que invasão de terras produtivas é crime. “Quero deixar bem claro: o Sistema Faern/Senar não é contra a reforma agrária, isso é projeto de governo. Agora invasão na força é outra conversa, é ilegal. Ameaçando o proprietário rural e sua família, isso não podemos aceitar. Fora todos esses pontos abordados pelos policiais, de roubo de energia e porte ilegal de armas”. Concluiu Vieira.

domingo, 27 de junho de 2010

ARGENTINA REPETE FILME, BATE O MÉXICO E VAI ATRÁS DA ALEMANHA NAS QUARTAS

Gol ilegal de Carlitos Tevez abre caminho na vitória por 3 a 1. No sábado, às 11h, hermanos fazem duelo de campeões contra o algoz da Copa de 2006
Fonte: globo.com
A figura de Maradona à beira do campo, envergando seu terno cinza, ajuda a lembrar que este não é um filme repetido. O técnico é novo, mas o roteiro argentino no mata-mata da Copa de 2010 vai se desenhando como um plágio de 2006. Neste domingo, a vítima foi o México, assim como tinha sido há quatro anos, com a diferença de que, desta vez, foi um gol ilegal de Tevez que abriu o caminho para a vitória por 3 a 1. Cenas do próximo capítulo: no sábado, às 11h, na Cidade do Cabo, está marcado para as quartas de final um duelo de campeões, daqueles que fazem tremer qualquer estádio. Na outra metade do campo, bate ponto a tricampeã Alemanha, algoz dos hermanos no último Mundial. Saiam da frente.
Em 2006, a Argentina bateu o México na prorrogação, com gol de Maxi Rodríguez, e foi eliminada pelos alemães nos pênaltis. Maradona, que estava em frente à TV há quatro anos, espera que agora a segunda parte do filme tenha um final mais feliz. Carlos Tevez à frente de Messi: com dois gols, ele foi o melhor em campo no domingo (Foto: Getty Imagens)
No domingo, os 84.337 torcedores no Soccer City viam um México abusado e bem armado no início do jogo, quando Tevez abriu o caminho da vitória argentina em claríssimo impedimento, ignorado pelo juiz. Higuaín fez 2 a 0 e assumiu a artilharia da Copa, com quatro gols. O próprio Tevez, com um foguete de fora da área, ampliou o placar, e os mexicanos ainda diminuíram com Hernández. Bem marcado, Messi fez boas jogadas, mas não conseguiu repetir as atuações anteriores, e ainda não foi desta vez que conseguiu balançar a rede.
O jogo Antes de fazer qualquer defesa, Perez fez um bico ajudando a limpar o campo (Foto: Getty Imagens)
Se Maradona era torcedor em 2006, desta vez ele tinha responsabilidades à beira do gramado. O técnico deixou Verón e Guitérrez no banco, lançando Maxi Rodríguez e Otamendi. Na zaga, Burdisso foi mantido no lugar do lesionado Samuel. Do outro lado, Javier Aguirre surpreendeu ao fazer uma pequena revolução no elenco: "Chicharito" Hernández barrou Franco no ataque e ainda ganhou um novo companheiro: Bautista, que não tinha atuado um minuto sequer, mas superou Barrera na disputa para substituir o machucado Vela.
O primeiro embate do dia foi entre o goleiro Perez e um enorme rolo de papel higiênico jogado pela torcida no meio do campo. O juiz italiano Roberto Rosetti parou o jogo aos cinco minutos, e o carequinha que guarda as traves mexicanas se encarregou de fazer a faxina no gramado. Maradona aplaude Messi, que não chegou a brilhar na partida deste domingo (Foto: Getty Imagens)
Messi se engraçou aos sete, em jogada individual que terminou em chute prensado na zaga. Mas o primeiro grande susto saiu logo depois, pelos pés de Salcido, que soltou uma bomba do meio da rua e por pouco não surpreendeu Romero: o goleiro fez mão de maionese e a bola explodiu no travessão. Em seguida, Guardado bateu de fora da área e viu o tiro, com incrível efeito, raspar a trave. O camisa 10 da Argentina arrancou de novo aos 12 e ganhou do zagueiro na corrida, mas tentou uma jogada que nem o maior craque da Copa consegue: encobrir um goleiro que estava em cima da linha.
Nos primeiros 15 minutos, três finalizações para cada lado, mas o México chegava com mais perigo. E a defesa conseguia a proeza de anular as jogadas argentinas pelas pontas. Engarrafado no meio, Messi tinha que voltar até a linha do meio de campo, sempre com pelo menos dois jogadores beliscando seus calcanhares.
Impedimento? Hein?
A solução para sair dessa enrascada? Uma ajudinha do apito. Aos 26, Messi tocou para um Tevez em posição duvidosa. O atacante dividiu com o goleiro e a bola voltou para o camisa 10, que tentou encobri-lo. Aí reapareceu Tevez, e desta vez sua posição não tinha nada de duvidosa. Completamente impedido, Carlitos cabeceou livre para o fundo da rede.
Enquanto Tevez se ajoelhava perto da bandeirinha de escanteio e mordia o escudo na camisa, os mexicanos voltavam para dar a saída no meio de campo. Foi aí que o telão do estádio, contrariando o habitual na Copa, mostrou o replay do lance, com tira-teima e tudo. Resultado: um exército verde partiu em direção ao árbitro italiano. Rosetti ainda foi consultar o assistente Stefano Ayroldi, mas a dupla confirmou a lambança: Argentina 1 a 0. Mexicanos avançam no assistente após o gol ilegal de Tevez, que abriu o placar (Foto: Getty Imagens)
Aos 33, os hermanos receberam outra ajuda generosa, desta vez do zagueiro mexicano Osorio, disparado o pior em campo no primeiro tempo. Na entrada da área, o camisa 5 recebeu a bola sozinho, tranquilo, soberano, só ele e a Jabulani. Mesmo assim conseguiu se enrolar todo. Entregou o ouro para Higuaín, que, surpreso com o presente, invadiu a área e teve frieza para driblar o goleiro antes de fazer o segundo.
No vídeo ao lado, dá para ter uma ideia das presepadas de Osorio durante a partida. Mas Higuaín não tem nada com isso. Artilheiro da Copa com quatro gols, ele partiu acelerado em direção a Maradona, que agradeceu com um abraço caloroso. Pouco antes, ganhou os parabéns do lateral Heinze, que não percebeu o cinegrafista à beira do campo e – bum – deu uma cabeçada na câmera. Em um milésimo de segundo, a euforia virou fúria, e o argentino, no reflexo, deu um tapão no equipamento. Segue o jogo.
Os dois gols deram um banho de água fria no México, e a Argentina teve chances de ampliar. Aos 36, Di María chutou cruzado e obrigou Perez a fazer grande defesa. Quatro minutos depois, Higuaín ganhou de Osorio – sempre ele – no alto, mas cabeceou para fora.
Repleto de tensão, o primeiro tempo terminou com bate-boca e empurra-empurra na saída para o vestiário. Na boca do túnel, o bolo de gente incluía jogadores mexicanos, Maradona, reservas argentinos. Blanco e Clemente Rodríguez chegaram a trocar empurrões. No fim das contas, o tumulto foi controlado e todos desceram na santa paz para os 15 minutos de descanso.
Foguete de Tevez destrói o México
Na volta para o segundo tempo, Javier Aguirre tirou Bautista – que não fez absolutamente nada em seus únicos 45 minutos na Copa – e lançou o atacante Barrera. A estratégia ofensiva do México, contudo, foi dizimada por um torpedo inapelável de Tevez. Aos sete minutos, o camisa 11 perdeu a bola para os zagueiros na frente da área, mas recuperou a posse e não pensou duas vezes: um canudo no ângulo de Perez, golaço, 3 a 0.
Aos poucos, o México voltou a respirar. A equipe aumentou o volume de jogo e chegou algumas vezes, principalmente com chutes fortes de fora da área. Guardado, Salcido, cada um foi tentando o seu, e o goleiro Romero botava para escanteio ou via a bola sair em tiro de meta. Hernández teve sua primeira chance de cabeça aos 17, mas mandou por cima do travessão. Bola na rede: Hernandez deu um sopro de esperança ao México no segundo tempo (Foto: Getty Imagens)
Aos 23, descanso merecido para o guerreiro Tevez. Autor de dois gols, ele deixou o campo para a entrada de Verón e ganhou o abraço agradecido de Maradona.
O esforço asteca persistiu. Aos 24, Heinze salvou em cima da linha o que seria o gol de Barrera. Aos 26, não houve jeito. Hernández botou na frente, criou espaço dentro da área e encheu o pé esquerdo, balançando a rede de Romero.
Com Messi apagado, a Argentina não conseguia emplacar seus contra-ataques. Mas os comandados do Pibe deram um jeito de segurar o ímpeto verde e manter o placar a seu favor. O camisa 10 ainda teve uma oportunidade de ouro para marcar no último minuto. O chute esbarrou no goleiro Perez, que mandou a escanteio. Ao fim do jogo, o torcedor mexicano, solitário, não consegue conter a frustração (Foto: Getty Imagens)
Fim do filme, sobem os créditos: Tevez é eleito o melhor da partida pelos internautas que votaram no site da Fifa; Higuaín passa a ser artilheiro isolado do Mundial, com quatro gols; Messi não estufa a rede e mantém seu jejum; Maradona segue inflado de confiança. Agora, o treinador pode pensar na reprise de sábado – torcendo, claro, para que a película tenha um desfecho diferente. Decepção verde, festa em azul e branco: a Argentina está nas quartas de final da Copa (Foto: Reuters)

INGLATERRA PROVA DO VENENO DE 1966 E ACABA GOLEADA PELA ALEMANHA: 4 A 1

Como na final da Copa há 44 anos, ingleses voltam a mandar bola no travessão e depois no chão. Desta vez, entretanto, ela entra, mas juiz não dá
Quarenta e quatro anos se passaram desde que a Inglaterra se sagrou campeã mundial pela única vez. Naquela final de 1966, o English Team, jogando em casa, derrotou a Alemanha por 4 a 2. Na prorrogação, com o jogo empatado em dois gols, Hurst protagonizou um lance que entrou para a história como uma das grandes polêmicas das Copas e pôs os ingleses em vantagem. Neste domingo, no Free State Stadium, em Bloemfontein, a Inglaterra provou deste veneno e, em lance semelhante, teve o erro da arbitragem contra si. A Alemanha, que ficaria contra as cordas na partida, respirou e construiu uma goleada de 4 a 1 que a levou à fase de quartas de final da Copa do Mundo de 2010.
Se em 1966 o chute de Hurst bateu no travessão e quicou exatamente em cima da linha, desta vez a conclusão de Lampard tocou a barra e caiu dentro do gol alemão. Em vez de dar o gol, como há 44 anos, a arbitragem do século XXI mandou o jogo correr. Seria o gol de empate da Inglaterra, que àquela altura, no fim do primeiro tempo, perdia por 2 a 1 (Klose e Podolski marcaram para os alemães, com Upson descontando). Na etapa final, o English Team foi com tudo em busca da igualdade e acabou levando mais dois gols de contra-ataque, ambos marcados por Müller. Rooney reclama com o assistenste Mauricio Espinosa , que não assinalou o gol de Lampard (Foto: Reuters)
Na fase de quartas de final, a Alemanha vai encarar, no próximo sábado, o vencedor do confronto entre Argentina e México, que acontece ainda neste domingo, às 15h30m (de Brasília). Os ingleses, que foram maioria entre os 40.510 torcedores que foram ao estádio Free State Stadium, voltam para casa uma vez mais com campanha decepcionante (uma vitória, dois empates e uma derrota).
O jogo
A Inglaterra começou o jogo tendo mais a bola nos pés, mas sem penetração alguma. Nos minutos iniciais, quem ameaçou foi a Alemanha, em duas penetrações do meia Özil. Na melhor delas, o camisa 8 obrigou o goleiro James a fazer uma boa defesa.
O English Team demorou 17 minutos para conseguir organizar sua primeira jogada ofensiva com um mínimo de sucesso. A defesa alemã acabou por parar Lampard com falta. Na cobrança, o volante acertou a barreira e não deu trabalho ao goleiro Neuer.
Foi dos pés do arqueiro alemão, por sinal que nasceu o primeiro gol da partida, aos 20 minutos. O camisa 1 deu um chutão para a frente e acabou por servir Klose no outro lado do campo. O atacante ganhou no corpo a corpo com o zagueiro Upson e bateu na saída de James para fazer 1 a 0. Thomas Muller (meio) Ozil e Khedira comemoram um dos gols da Alemanha (Foto: Reuters)
O gol atordoou a seleção inglesa, que ficou perdida em campo. Atacando sempre pela direita, os alemães, com Müller muito inspirado, tiveram chance de ampliar. Klose recebeu passe do camisa 13 e, livre, chutou em cima de James.
Aos 32 minutos, entretanto, não teve jeito. Klose foi à lateral direita e deu um passe com açúcar para Müller na área. O jovem não foi fominha e serviu Podolski, no lado esquerdo. O camisa 10 bateu pelo meio das pernas do goleiro e correu para o abraço.
Tudo levava a crer que a Alemanha então reinaria no jogo, mas a Inglaterra não se entregou. Aos 37, o English Team diminuiu o prejuízo com Upson escorando de cabeça um cruzamento de Gerrard.O técnico Fabio Capello não cansou de esbravejar durante os 90 minutos (Foto: Reuters)
O lance incendiou o time de Fabio Capello, que fez o segundo gol logo em seguida. Lampard bateu, a bola tocou o travessão e quicou 33 centímetros dentro do gol. A arbitragem ignorou e mandou o jogo correr.
Não houve repetição no telão do Free State Stadium, mas a sensação é de que todos os presentes viram que a bola entrou. Na saída para o intervalo, Beckham de gravata, foi interpelar a arbitragem, mostrando com as mãos o quanto a bola havia entrado.
Na segunda etapa, a Inglaterra voltou com tudo para buscar o empate e se lançou ao ataque. Lampard, de falta, acertou o travessão logo aos 6 minutos e empolgou seus companheiros.
A Alemanha, por sua vez, adotou postura retraída para explorar os contragolpes. E foi assim que matou o jogo, com duas estocadas fulminantes. Aos 22 minutos, Lampard bateu falta na barreira, Terry tentou pegar a sobra e foi desarmado. Müller então fez lançamento longo para Podolski, na ponta esquerda, e tratou de cruzar o campo para receber de volta, na entrada da área. O camisa 13 soltou a bomba e James ainda tocou na bola, mas não conseguiu fazer a defesa.Klose corre após marcar o primeiro gol da Alemanha contra a Inglaterra (Foto: Reuters)
Três minutos depois, o golpe de misericórdia. Em nova bola tomada na defesa, Klose lançou Özil, novamente na ponta esquerda. O camisa 8 avançou até dentro da área e rolou com açúcar para Müller estufar mais uma vez a rede inglesa.
Parada resolvida, o técnico Löw trocou seus homens de frente. A Alemanha fez o tempo passar, diante de uma Inglaterra que lutou até o fim para diminuir a desvantagem, mas acabou por sair da Copa com o gosto amargo de uma goleada diante de um arquirrival.
Fonte: globo.com

GANA PÕE FIM AO SONHO AMERICANO E MANTÉM VIVA CHAMA AFRICANA NA COPA

Após altos e baixos das duas equipes e empate por 1 a 1 no tempo normal, atacante Gyan faz o gol da classificação ganesa na prorrogação
A primeira Copa do Mundo disputada na África tem um representante do continente na fase de quartas de final. Gana derrotou neste sábado os Estados Unidos por 2 a 1, no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo, e garantiu um lugar entre as oito melhores seleções do Mundial. O triunfo foi suado, conseguido apenas na prorrogação. Kevin-Prince Boateng pôs os africanos em vantagem, mas Donovan, de pênalti, garantiu a igualdade nos 90 minutos iniciais. No tempo-extra, Gyan marcou e garantiu a vitória de Gana.
Pela terceira vez na história uma seleção africana chega às quartas de final de uma Copa do Mundo. Gana tem agora a missão de ir além, já que Camarões, em 1990, e Senegal, em 2002, foram eliminados justamente quando estavam entre os oito melhores do Mundial. Para isso, os ganeses terão que derrotar o Uruguai, na próxima sexta-feira.
Sob olhares do ex-presidente Bill Clinton, do astro da NBA Kobe Bryant e do Rolling Stone Mick Jagger, os Estados Unidos mostraram uma vez mais o poder de reação, usual na primeira fase da Copa. Mas a torcida VIP americana acabou indo para casa decepcionada.
Gana começa com tudo
A seleção de Gana apostou num esquema com três zagueiros que acabou por funcionar muito bem no início do jogo. Com a marcação encaixada, o time africano pressionou a saída de bola dos americanos e dominou amplamente a primeira metade da etapa inicial. Bill Clinton e Kobe Bryant: Sorrisos antes do jogo, eliminação após o apito final (Foto: Getty Imagens)
Kevin-Prince Boateng, que ficou famoso por tirar Ballack da Copa (deu uma entrada violenta no alemão durante a final da Copa da Inglaterra, entre Chelsea e Portsmouth), enfim teve um pouco mais de liberdade para trabalhar e não decepcionou. Escalado quase que como volante nos primeiros jogos de Gana, o meia-atacante, que é nascido na Alemanha, apareceu diversas vezes como homem-surpresa no ataque.
Foi com Boateng, inclusive, que Gana abriu o marcador logo aos 5 minutos. O jogador tomou bola de Clark no círculo central e arrancou em direção à área americana. Pouco antes de entrar na zona perigosa, Boateng soltou uma bomba rasteira, no canto direito, e não deu chances ao goleiro Howard. Boateng comemora primeiro gol de Gana (Foto: Reuters)
O gol fez mal aos Estados Unidos, que acusaram o golpe. Boateng, em novo chute de fora da área, deu trabalho a Howard mais uma vez, enquanto Gyan, de falta, esteve perto de ampliar, aos 17 minutos.
A equipe americana só conseguiu encaixar um ataque de razoável perigo aos 22 minutos. Bradley recebeu no lado esquerdo da área, foi ao fundo e cruzou para o meio. O goleiro Kingson defendeu.
Substituição aos 30 do primeiro tempo equilibra as ações
Preocupado com o mau desempenho do volante Clark e com o fato de o jogador já ter levado um cartão amarelo, o técnico Bob Bradley sacou o camisa 13 ainda aos 30 da etapa inicial. Edu entrou em seu lugar e melhorou ligeiramente a atuação dos EUA. O time teve enfim uma grande chance com Findley, aos 34, mas o atacante entrou livre e chutou em cima do goleiro Kingson.
Jonathan Mensh, de Gana, salta para disputar jogada com o americano Altidore (Foto: Reuters)
No intervalo, Bob Bradley fez nova substituição: saiu o atacante Findley e entrou o meia Feilhaber, brasileiro naturalizado. Com características de jogar mais pelos lados do campo, Feilhaber mostrou ao que veio logo no primeiro minuto da etapa final. Após receber passe de Altidore, o camisa 22 entrou na cara de Kingson e bateu na saída do goleiro, que fez milagre para evitar o empate.
Etapa final é dominada pelos americanos
A exemplo do que fez Gana no primeiro tempo, os Estados Unidos adiantaram a marcação no segundo e passaram a dominar o jogo. Os africanos optaram por uma postura mais retraída, para explorar os contragolpes, e os Estados Unidos passaram a ter mais a bola e a pressionar em busca do gol de empate.
Aos 17 minutos, enfim o placar ficou novamente igual. Dempsey recebeu na intermediária e deu uma caneta em John Mensah. O camisa 8 dos Estados Unidos penetrou na área e foi derrubado por Jonathan Mensah. Pênalti, que Donovan bateu deslocando o goleiro para empatar o jogo (a bola ainda bateu na trave antes de entrar).
Donovan vibra com o empate dos EUA (Foto: EFE)
A partida seguiu melhor para os americanos após o empate. O time continuou mais perigoso e voltou a ameaçar aos 23. Altidore foi lançado em profundidade e entrou de cara com o goleiro Kingson. O ganês saiu muito bem, de carrinho, e afastou o perigo de forma limpa, sem cometer novo pênalti.
O técnico Rajevac tentou mudar a cara do time de Gana com a entrada de Addy, meia, na vaga do ala Sarpei. Mas os americanos seguiram bem postados em campo e continuaram comandando as ações no jogo. Altidore teve mais uma chance, no mano a mano, mas chutou para fora, rente à trave esquerda do goleiro Kingson.
Sentindo o esforço que fez para buscar o empate, o time americano tirou o pé do acelerador. Gana melhorou ligeiramente, mas a partida foi mesmo para a prorrogação.
Gyan resolve a parada
No tempo-extra, os Estados Unidos mexeram no ataque. Altidore saiu para a entrada de Gomez. Mas foi Gana quem balançou a rede. Aos 3 minutos, Ayew fez lançamento longo para Gyan. O atacante ganhou no corpo a corpo com Bocanegra e fuzilou o goleiro Howard: 2 a 1.
Gyan bate e o goleiro Howard não consegue a defesa: é o gol da vitória de Gana (Foto: Getty Imagens)
Na raça, os Estados Unidos se mandaram em busca de uma nova igualdade. Aos seis minutos, Feilhaber por pouco não empatou, com uma bomba que desviou em Ayew e foi para escanteio.
Os americanos não se entregaram e seguiram tentando o empate até o fim. Nos contragolpes, os africanos não deixaram de buscar o ataque. O tempo passou, o placar seguiu sem alterações, e ao fim de 120 minutos os Estados Unidos foram até com o goleiro Howard para a área. Mas Gana se segurou e fez a festa africana em Rustemburgo.
Fonte: globo.com

COM DOIS GOLS DE SUÁREZ, URUGUAI BATE A COREIA DO SUL E VAI ÀS QUARTAS

Atacante chega à artilharia do Mundial, com três gols, e põe a Celeste entre as oito melhores seleções da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1970
O Uruguai fez história neste sábado. Após 40 anos, a Celeste volta a figurar entre as oito melhores seleções do planeta. Com uma vitória sofrida de 2 a 1 sobre a Coreia do Sul, em Porto Elizabeth, o time - com a velha fibra que lhe é característica - chegou às quartas de final da Copa da África do Sul. Os gols que colocaram os sul-americanos na próxima fase do torneio foram marcados pelo atacante Luis Suárez. No primeiro, ele contou com uma senhora ajuda do goleiro Jung Sung Ryong. No segundo, anotou uma pintura sem chances para o arqueiro rival.
Agora, o Uruguai, que não passava das oitavas de final desde o Mundial de 1970, espera o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Gana que ainda se enfrentam neste sábado, às 15h30m (20h30m no horário sul-africano).
Coreia assusta, mas goleirão vacila
Apesar de entrar com uma formação um tanto defensiva, com cinco homens no meio de campo e apenas um na frente, a Coreia do Sul começou a partida partindo para cima do Uruguai. Aos três minutos, Maxi Pereira fez falta em Park Ji Sung na entrada da área. Na cobrança, o atacante Park Chu Young, que fora elogiado pelo técnico Oscar Tabárez na véspera do duelo, carimbou a trave direita de Muslera. Suárez festeja o primeiro gol do Uruguai na vitória contra a Coréia do Sul por 2 a 1 em Porto Elizabeth (Foto: Getty Imagens)
A Celeste respondeu logo em seguida com um chute de primeira de Forlán. O goleiro Jung Sung Ryong agarrou firme. No entanto, aos sete minutos, o arqueiro mostrou que não era assim tão confiável e falhou feio em um cruzamento rasteiro e despretensioso de Forlán. Sem ter nada a ver com isso, o artilheiro Luis Suárez, completamente sozinho, abriu o placar no estádio Nelson Mandela Bay.
O erro de Jung Sung abalou os sul-coreanos, que passaram a errar passes fáceis e tentar bolas longas contra a bem postada defesa rival. Os uruguaios, por sua vez, com a vantagem no marcador, atuavam com absoluta tranquilidade.
A prova da segurança sul-americana foi que somente aos 31 minutos a Coreia voltou a chegar com perigo, e mesmo assim em um chute de fora da área. Após jogada iniciada por Park Ji Sung, o atacante Park Chu Young arrematou de canhota em lance que assustou o goleiro Muslera. A dupla de “Parks” era a única que conseguia, um pouco, incomodar a zaga comandada pelo ex-são-paulino Diego Lugano.
Maxi Pereira tenta, mas coreano corta com a mão
Pouco antes do término do primeiro tempo, Suárez teve chance de ampliar em um dos vários contra-golpes puxados por Forlán. Mas o meia Ki Sung Yueng, usando uma das mãos, chegou a tempo de travar o chute do lateral Maxi Pereira que chegou de surpresa no ataque. O juiz alemão Wolfgang Stark ignorou o toque e não marcou o pênalti. Ki Sung Yueng bloqueia o chute de Maximiliano Pereira com a mão. O Árbitro não marcou o pênalti (Foto: AFP)
No segundo tempo, o técnico Oscar Tabárez arrumou dois problemas: Godín, que voltou a sentir problemas estomacais, deu lugar a Victorino. O outro foi o gramado que, criticado pelo treinador uruguaio no dia anterior, dava sinais de desgaste, ainda mais com a chuva que desabou em Porto Elizabeth após o intervalo.
Coreia do Sul pressiona
Nas arquibancadas, os sul-coreanos, mais organizados e na maioria entre os pouco menos de 30 mil espectadores presentes, tentavam incentivar sua seleção, que ameaçou aos quatro em um bom cruzamento do lateral Lee Young Pyo cortado por Fucile na pequena área. Na sequência, Park Chu Young, sozinho na grande área, desperdiçou uma oportunidade clara de empate.
Empolgados, os sul-coreanos ditavam o ritmo, encurralando a Celeste em seu campo de defesa. Ao contrário do primeiro tempo, Forlán e Suárez não conseguiam organizar contra-ataques nem prender a bola no campo adversário. Ji Sung Park, aos 13, teve nova chance. Mas sua cabeçada acabou sendo defendida por Muslera.
Abafa e empate
Vendo que sua equipe estava com o total controle da partida, o técnico Huh Jong Moo ousou e sacou o meia Kim Jae Sung e colocou mais um atacante: Lee Dong Gook.
E a substituição acabou surtindo efeito. Com um homem mais na frente, a Coreia do Sul, na base do abafa e fazendo jus ao apelido de “Guerreiros Taeguk”, chegou à igualdade aos 23 com Lee Chung Yong, de cabeça, após um lance mal cortado pela, até então, invicta defesa uruguaia, que acabou sofrendo seu primeiro gol no Mundial. Um minuto depois, o camisa 17 teve excelente oportunidade de fazer o segundo, mas acabou chutando em cima do arqueiro uruguaio. Lee Chung-Yong empata de cabeça para a Coréia do Sul em falha do goleiro Muslera (Foto: Reuters)
A resposta sul-americana veio somente aos 27. Suarez, aproveitando uma linha de impedimento mal executada pela defesa rival, chutou cruzado para boa defesa de Jung Song Ryong.
Golaço de Suárez
O lance despertou a Celeste, que, debaixo de muita água, passou a agredir mais os sul-coreanos em busca da vitória ainda no tempo normal. E a recompensa não demorou a chegar. Aos 30, Luis Suarez fez jogada individual pela esquerda e bateu com efeito no ângulo oposto de Jung Sung Ryong. O goleiro se esticou todo, mas em vão. 2 a 1 para o Uruguai em um golaço de Suárez, novo artilheiro do Mundial ao lado de David Villa, Vittek e Higuaín, com três gols. Eliminado, o coreano Park Ji Sung deixa o campo com uma camisa do Uruguai nas mãos (Foto: Reuters)
Aos 42 minutos, a Coreia assustou os uruguaios com um chute cruzado de Park Chu Young, que passou por baixo do goleiro Muslera. Lugano, bem posicionado, salvou o gol de empate e a vaga uruguaia. Nos minutos finais, com muita garra e aplicação tática, os sul-americanos garantiram presença entre as oito melhores seleções do Mundial da África do Sul.
Fonte: globo.com

COM EMPATE SOFRÍVEL E SEM GOLS, SUÍÇA E HONDURAS SE DESPEDEM

Em Bloemfontein, seleções não conseguem mexer no placar e estão eliminadas do Grupo H da Copa do Mundo da África do Sul
Vontade elas tiveram. Preparo físico também. Faltou foi talento mesmo. Suíça e Honduras estão eliminadas da Copa do Mundo da África do Sul. Nesta sexta-feira, não houve santo que desse jeito nas duas equipes. Muito menos gols. Os europeus têm mais a lamentar pelo empate em 0 a 0. Precisavam de uma vitória por dois gols para superar o Chile, derrotado por 2 a 1 pela Espanha, na classificação final do Grupo H e ir às oitavas, mas tropeçaram na falta de categoria. Os suíços terminam a participação no Mundial com uma vitória, um empate e uma derrota, com quatro pontos.
Depois de perderem para chilenos e espanhóis, os hondurenhos conquistam um ponto honroso, mas sem conseguir um gol sequer, assim como a Argélia. Quem foi ao estádio Free State, em Bloemfontein, viu muita luta, sentiu algumas doses de emoção, mas não curtiu quase nada de bom futebol.
Futebol se joga para frente, Suíça!
Tudo bem que ter uma defesa sólida, confiável e quase instransponível é bacana, dá moral e tudo mais. Só que com uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo em jogo fica difícil aceitar que uma seleção que precisa vencer prefira fechar as portas. E quando isso se dá contra um adversário fraco torna-se ainda mais crítico. Este é o resumo do início do confronto entre Suíça e Honduras.
Os dois países entraram em campo com chances de classificação. Os hondurenhos bem menos, é verdade, mas havia um fio de esperança. Os suíços, que nos últimos seis jogos de Copas (contando as quatro partidas do Mundial de 2006) sofreram apenas um gol (um recorde), poderiam se classificar com um 0 a 0 - bem a cara deles!. Para isso, precisavam torcer por uma vitória do Chile sobre a Espanha, em jogo simultâneo em Pretória. Para não depender de niguém, seria necessário vencer por no mínimo dois gols de diferença. Mais fácil ganhar na loteria.
O técnico Ottmar Hitzfeld não teve Behrami, suspenso, e Senderos, machucado. O atacante Frei, que foi muito mal contra o Chile, ficou como opção no banco de reservas. Inler, Barnetta, Nkufo e Derdiyok tentaram pressionar Honduras. À sua maneira, fechados na defesa e tentando sair rápido para o ataque, foram em busca dos gols. Não foi um festival de tentativas. Na verdade deu para contar nos dedos. Um chute cruzado, torto e sem força do capitão Inler, aos dez minutos, denunciou que não seria nada fácil.
Barnetta recebe a marcação de Thomas (Foto: AFP)
Barnetta, o mais sóbrio e esforçado da equipe, deixou Derdiyok em condições perfeitas para marcar. Após cruzamento, o atacante mergulhou na pequena área para cabecear e errou a direção do gol, aos 16. Barnetta tentou chutar de longe, aos 21, e o goleiro Valladares segurou firme.
Na simplicidade da sua falta de talento, Honduras se viu obrigada a atacar. O adversário quase a convidava. Jerry Palácios e David Suazo tentaram ser os mais perigosos, partiram na correria sobre os defensores, buscaram as laterias do campo, mas pouco fizeram.
Naquele momento, em Pretória, a Espanha facilitava o caminho suíço. Com uma vitória por 2 a 0 da Fúria sobre o Chile, bastava um golzinho sobre os hondurenhos para empatar com os sul-americanos no número de pontos e ultrapassá-los no saldo de gols. Nkufo deve ter recebido o recado e batalhou. Aos 44, recebeu cruzamento na área, mas desperdiçou. Futebol triste de engolir.
Empate persiste, e seleções voltam para casa
Não que tenha sido um início fantástico de segundo tempo, mas foi animador. Suíços e hondurenhos persistiram na tentativa de jogar futebol. Futebol ofensivo, vertical. O técnico Ottmar Hitzfeld lançou Yakin no lugar de Gelson Fernandes para dar força ao ataque, mas Honduras começou melhor. Aos sete minutos, Edgar Alvarez recebeu lindo lançamento de Figueroa na ponta direita, gingou na frente do marcador e cruzou na cabeça de Suazo. De olhos fechados, ele jogou para fora.
Suazo deu trabalho aos suíços no segundo tempo, mas não conseguiu marcar (Foto: Reuters)
O intrépido Barnetta ainda era a melhor opção suíça. Com um chute colocado da entrada da área, aos 14, ele fez o goleiro Valladares trabalhar. Mesmo sem tanta qualidade, Derdiyok não se omitiu. Encarou os zagueiros, chutou, brigou, mas era desarmado sem muitos problemas. A classificação voltava a ficar complexa com a notícia do gol do Chile sobre a Espanha. O 2 a 1 em Pretória obrigava a Suíça a fazer dois gols.
Aos 24 minutos, Ottmar Hitzfeld tirou Frei do banco de reserves na tentativa de fazer milagre e gols. Um minuto depois, Honduras quase marcou. Em contra-ataque ligeiro, David Suazo deixou Jerry Palácios livre dentro da área. O chute colocado foi defendido pelo bom goleiro Benaglio, destaque suíço na Copa. Frei também teve duas boas chances logo em seguida, mas o desespero não o deixou acertar o alvo.
O contra-ataque se transformou na principal arma de Honduras. Aos 39, Alvarez recebeu na direita e tocou para Suazo na área. Livre, o atacante empurrou para a rede, mas a arbitragem marcou impedimento. Frei teve nova oportunidade, um minuto depois, mas também estava avançado. Pelo pontencial dos dois times, o 0 a 0 ficou de bom tamanho.
Fonte: globo.com

ESPANHA VENCE, ENTRA NO CAMINHO DE PORTUGAL E DEIXA O CHILE PARA O BRASIL

Com gols de Villa e Iniesta, Fúria se recupera do início ruim na Copa, bate o Chile por 2 a 1 e escapa do confronto com os pentacampeões nas oitavas
Brasil x Espanha? Só se for no dia 11 de julho. O confronto entre dois dos maiores favoritos ao título na África do Sul só pode acontecer caso os dois cheguem à final. Com um jogão no primeiro tempo e clima morno no segundo, a Fúria venceu o Chile por 2 a 1 nesta sexta-feira, em Pretória, e garantiu o primeiro lugar do Grupo H. O resultado coloca a seleção chilena no caminho do time de Dunga nas oitavas de final. O atual campeão europeu foge dos pentacampeões mundiais, mas terá um clássico pela frente: o vizinho Portugal.
A equipe de Vicente del Bosque, que terminou a primeira fase com seis pontos e melhor saldo de gols que a de Marcelo Bielsa (2 a 1), vai enfrentar os portugueses na próxima terça, às 15h30m (de Brasília), na Cidade do Cabo. Já o Brasil encara o Chile na segunda, no mesmo horário, em Joanesburgo (Ellis Park). Suíça e Honduras empataram em 0 a 0 morreram abraçadas. David Villa feste3ja seu golaço: o atacante é um dos artilheiros da Copa, com três gols (Foto: Reuters)
A Fúria se recuperou bem do tropeço na estreia, contra a Suíça, e venceu duas partidas seguidas (fez 2 a 0 em Honduras) jogando bem. O time ainda viu David Villa fazer história no Loftus Versfeld: com um gol marcado, o novo atacante do Barcelona chegou a seis e tornou-se o maior artilheiro espanhol em Copas (também é o goleador do Mundial atual com três, ao lado de Higuaín e Vittek). O segundo gol espanhol foi de Iniesta, ambos no primeiro tempo. Na etapa final, Millar descontou para o Chile.
Pelo encadeamento da tabela, Brasil e Espanha agora só podem se encontrar na decisão. Nas quartas, o vencedor do confronto entre o time de Dunga e o de Bielsa vai pegar Holanda ou Eslováquia. Na semifinal, o rival virá da chave que tem Uruguai x Coreia do Sul e EUA x Gana.
No outro lado da tabela, o vitorioso de Espanha x Portugal encara quem sair de Japão x Paraguai nas quartas. Na semifinal, o rival virá de Alemanha x Inglaterra ou Argentina x México. Jogadores chilenos agradecem o apoio da torcida: proximo rival será o Brasil, nas oitavas (Foto: Reuters)
O jogo

Vicente del Bosque contou com a volta de Iniesta, recuperado de dores musculares, e deixou Navas no banco. Mas a Espanha demorou a se encontrar no primeiro tempo. Fernando Torres, aos quatro, foi mais rápido que a zaga e teve boa oportunidade, desperdiçada com chute para fora. Famosa pelas boas trocas de passe, a Fúria viu o rival trabalhar melhor a bola no início do jogo. E o time de Marcelo Bielsa quase abriu o placar assim.
Aos nove, Isla tocou para Beausejour, que abriu as pernas, correu e deixou passar para Valdivia, O Mago tocou de primeira para Beausejour pela direita, o camisa 15 entrou na área e cruzou, mas a bola encostou no calcanhar de Sergio Ramos e atrapalhou o chute de Mark Gonzalez, que bateu por cima.
Bem organizada, a seleção sul-americana ainda deu dois sustos em Casillas. Aos 11, Estrada arriscou de longe e obrigou o goleiro a se esforçar para defender. Três minutos depois, Sanchez quase pegou o ídolo do Real Madrid adiantado: da ponta da área, o camisa 7 chutou para encobrir o goleiro, que salvou com a ponta dos dedos.
A sorte do Chile começou a mudar após este lance. Três cartões amarelos seguidos mostraram que alguma coisa estava dando errado: Medel, por falta em Busquets; Ponce, por dar um coice em Torres; e Estrada, também por falta em Busquets.
Na defesa, os chilenos erravam lances bobos. Mas foi no ataque o erro fatal. Valdivia foi tentar driblar Xabi Alonso e perdeu a bola. O camisa 14 espanhol dominou e lançou para Fernando Torres pela direita, o goleiro Claudio Bravo chegou antes e cortou fora da área, mas a bola caiu nos pés do artilheiro: de primeira, lá de longe, David Villa acertou o alvo e marcou.
Gol histórico: agora com seis, o atacante é o maior goleador da Fúria em Copas, passando Butragueño, Hierro, Morientes e Raul, com cinco. Ao lado de Higuaín (Argentina) e Vittek (Eslováquia), o novo craque do Barcelona é o artilheiro da Copa, com três.
O Chile quase empatou com Beausejour logo em seguida, com um chute rente à trave direita de Casillas. Mas a Espanha passou a dominar e exibir as boas trocas de passe. Assim saiu seu segundo gol. Aos 37, Iniesta roubou a bola e tabelou com Fernando Torres, que correu para receber de volta mas caiu após choque com Estrada. Iniesta deu para Villa na esquerda, recebeu de volta e pegou de primeira no canto esquerdo de Bravo: 2 a 0.
Após o gol, o árbitro mexicano Marco Rodriguez ainda expulsou Estrada pela jogada com Torres, gerando muita reclamação dos chilenos. Na saída para o intervalo, os jogadores de Bielsa cercaram o juiz para pedir explicações.
Mudanças de Bielsa funcionam
O Chile voltou para o segundo tempo com duas mudanças: saíram Valdivia e Gonzalez para as entradas de Millar e Paredes. As trocas de Bielsa deram certo. Logo no primeiro lance, os chilenos descontaram: Millar chutou, a bola bateu no joelho de Piqué e encobriu Casillas, reduzindo a vantagem espanhola para 2 a 1.
Aos dez, Del Bosque tirou Fernando Torres, que ainda aparenta estar sem ritmo de jogo, e colocou Fábregas, um dos queridinhos da torcida. Em sua primeira jogada, o camisa 10 deu um toque de calcanhar, mas Villa acabou desperdiçando a chance.
Como manda o figurino, os comandados de Del Bosque passaram a cozinhar o jogo. Sabendo que um gol do Chile colocaria seu time no caminho do Brasil, a Espanha tocou para lá, tocou para cá, e assim driblou a pressão adversária. Como sentia o risco da desclassificação, caso levasse um gol e a Suíça vencesse Honduras, o time de Bielsa também resolveu não arriscar. O segundo tempo ficou morno e assim correu até o fim.
Fonte: globo.com

sábado, 26 de junho de 2010

COSTA DO MARFIM BATE A COREIA DO NORTE, MAS ESTÁ FORA DA COPA: 3 A 0

Africanos superam a fraca equipe asiática, mas terminam um ponto atrás de Portugal, que empatou com o Brasil
Um milagre. Era de que a Costa do Marfim precisava para conseguir a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo. Afinal, os africanos dependiam de uma vitória do Brasil contra Portugal, se possível por mais de um gol de diferença, e de uma goleada sobre a Coreia do Norte, capaz de tirar a vantagem lusa no saldo de gols (7 a -2). Apesar da pressão inicial e do esforço, os marfinenses ganharam apenas por 3 a 0 em Nelspruit, com gols de Yaya Touré, Romaric e Salomon Kalou. No jogo de Durban, o 0 a 0 sacramentou mais uma eliminação africana.
O resultado, contudo, deixou os torcedores de Costa do Marfim felizes no Estádio Mbombela, que teve um público de 34.763 torcedores. Mesmo longe da vaga, eles não pararam de festejar um só minuto. Chegaram até a fazer uma estranha coreografia, em que imitavam elefantes, animal-símbolo do país africano, e ficaram de costas para o campo. Mas não era um protesto, e sim alegria pela vitória na despedida da Copa da África do Sul. Yaya Touré comemora seu gol cumprimentando Drogba, o melhor em campo na partida (Foto: Reuters)
Apesar de não ter marcado na vitória por 3 a 0, o atacante Didier Drogba foi o grande destaque da partida. Ele jogou a Copa do Mundo no sacrifício, após quebrar o braço em um amistoso preparatório duas semanas antes do torneio. Com belas jogadas e ótimos passes, acabou escolhido o melhor jogador em campo pelos internautas do site oficial da Fifa.
Com a vitória, Costa do Marfim terminou sua participação no Mundial na terceira posição do Grupo G, com quatro pontos. A Coreia do Norte, em sua segunda aparição em Copas, ficou na última posição após três derrotas. Os asiáticos marcaram apenas um gol na campanha na África do Sul, contra o Brasil, com o meia Ji Yum Nam. O resultado ficou distante do brilho de 1966, quando a equipe chegou a eliminar a favorita Itália e só perdeu para Portugal nas quartas.
Pressão, posse de bola e gols rápidos
Com uma formação ofensiva, com três atacantes, Costa do Marfim começou o jogo pressionando a Coreia do Norte. O time africano dominou a posse de bola nos primeiros minutos e ameaçou algumas vezes o gol de Myong Guk. Keita e Boka iniciaram a blitz ofensiva com dois chutes perigosos, mas o goleiro asiático conseguiu a defesa em ambos os lances.
Aos 10 minutos, Gervinho avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou pelo goleiro, mas ninguém apareceu para completar. No lance seguinte, Drogba cabeceou para o gol, mas o impedimento foi marcado corretamente pelo árbitro espanhol Alberto Undiano. A pressão marfinense aumentava cada vez mais em busca de um gol na parte inicial do jogo.
Nesta altura do jogo, Costa do Marfim tinha 80% da posse de bola, a maior parte dela no campo de ataque. E a pressão deu resultado aos 13 minutos de jogo. Em uma bela jogada do ataque marfinense, Yaya Touré recebeu um cruzamento rasteiro de Boka e bateu colocado no canto esquerdo, sem chances para o goleiro Myong Guk, para fazer 1 a 0.
Mas a Costa do Marfim precisava de mais gols para chegar a ter chances de classificação e continuava no ataque: Romaric acertou a trave esquerda aos 16. Três minutos depois, Drogba invadiu a área pela direita, chutou forte e a bola bateu novamente na baliza adversária. No rebote, Romaric completou de cabeça para o gol vazio: 2 a 0.
A vantagem de dois gols pareceu ter diminuído o ímpeto marfinense, que passou a rodar mais a bola para tentar abrir a zaga norte-coreana. Os asiáticos, por sua vez, começaram a tentar algumas jogadas de ataque, mas sequer acertaram o gol de Barry. Aos 37, Gervinho encaixou uma boa tabela com Eboué, entrou na área, mas chutou para fora. Seis minuros depois, Drogba cruzou para a área, e Gervinho perdeu outro gol, ao cabecear em cima de Myong Guk.
Ritmo marfinense diminui no segundo tempo
As duas equipes não fizeram substituições no intervalo, mas o time comandado por Sven-Goran Eriksson não manteve ímpeto do primeiro tempo. Diante de uma Coreia do Norte ainda retrancada, Costa do Marfim tinha mais dificuldades de tocar a bola e não fazia a mesma marcação sob pressão do primeiro tempo. A primeira chance marfinense veio aos cinco, em um chute de Kolo Touré que Myong Guk defendeu.
Tentando marcar seu segundo gol na Copa do Mundo, Drogba continuava motivado e era o único do ataque marfinense a se movimentar e tentar algumas jogadas diferentes. Mas a marcação norte-coreana era muito forte sobre o jogador do Chelsea, que não conseguia chutar a gol com tranquilidade. Os asiáticos tentavam alguns contra-ataques e finalmente ameaçaram o goleiro Barry aos 12, com um chute rasteiro de Jong Tae Se.
O jogo seguia sem muitas chances de perigo até os 35 minutos, quando a Coreia do Norte teve sua mais perigosa chance de ataque. Jong Tae Se invadiu a área, chutou, mas o goleiro Barry fez uma excelente defesa. No contra-ataque, a Costa do Marfim marcou o terceiro: Boka fez o cruzamento da esquerda para o chute de primeira de Salomon Kalou, que entrou no segundo tempo. Placar ampliado, e fim da linha para ambas as seleções na África do Sul.
Fonte: globo.com

BRASIL CUMPRE OBJETIVO E FICA COM A LIDERANÇA APÓS EMPATE COM PORTUGAL

Placar de 0 a 0 garante primeiro lugar do Grupo G para a seleção, que entretanto mostra falta de alternativas. Adversário nas oitavas será o Chile
No duelo mais esperado da primeira fase da Copa do Mundo, o Brasil cumpriu seu objetivo principal e ficou com a liderança do Grupo G. Jogou para o gasto, com uma atuação razoável no primeiro tempo e apagada no segundo, e ficou no empate por 0 a 0 com Portugal no estádio Moses Mabhida, em Durban, nesta sexta-feira. A partida contra o adversário mais forte da chave, no entanto, acende o sinal de alerta para o time de Dunga, principalmente quanto ao desempenho pouco produtivo de Julio Baptista, substituto de Kaká, e à dependência do ataque pelo lado direito. Maicon enfrenta a marcação de Coentrão: lado direito foi bastante explorado outra vez (Foto: Agência Reuters)
O Brasil, que ouviu vaias de parte da torcida após o apito final, acumulou sete pontos em sua chave, contra cinco dos portugueses, quatro dos marfinenses e nenhum dos norte-coreanos. Agora terá pela frente o Chile, que ficou com a segunda colocação do Grupo H ao ser derrotado por 2 a 1 pela Espanha. O jogo das oitavas de final será na próxima segunda-feira, às 15h30m (de Brasília), no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. Portugal, que alcançou 19 partidas de invencibilidade e terminou a primeira fase da Copa sem sofrer gol, pegará a Espanha na terça-feira, no mesmo horário. Na outra partida da rodada decisiva do Grupo G, a Costa do Marfim conseguiu uma inútil vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Norte.
Com a missão cumprida, a seleção brasileira tem a vantagem de percorrer um caminho teoricamente mais fácil até a final. Depois das oitavas, se for avançando, encara Holanda ou Eslováquia nas quartas, e Uruguai, Coreia do Sul, Estados Unidos ou Gana na semifinal. Do outro lado da chave, Argentina, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Portugal batalham por uma vaga na decisão.
Primeiro tempo nervoso: sete cartões amarelos
As duas seleções apresentaram surpresas em suas escalações no Moses Mabhida. O Brasil, além da entrada de Daniel Alves e Julio Baptista, teve Nilmar substituindo Robinho, poupado. Portugal foi mais radical nas mexidas, com quatro alterações: entraram Ricardo Costa, Duda, o brasileiro Pepe e Danny.
Os primeiros minutos da partida mostraram o objetivo de Portugal com as mudanças: reforçar a marcação, sobretudo pelo lado esquerdo da defesa, e sair no contra-ataque. E foi exatamente pelo lado mais congestionado do campo que o Brasil buscou seus ataques, com Daniel Alves se aproximando de Maicon e tentando achar espaços pelo meio. No outro canto, Nilmar se posicionava às costas de Ricardo Costa, esperando por uma falha. Mas ficava isolado, já que Michel Bastos não avançava, e Julio Baptista não passava por ali. Felipe Melo foi um dos sete jogadores a receber cartão amarelo no primeiro tempo (Foto: EFE)
Se o Brasil avançava com Maicon, Portugal aproveitava o espaço deixado pelo lateral-direito para conseguir seus ataques. Na melhor oportunidade, Coentrão deu passe aéreo da esquerda para Tiago na entrada da área. O meia pegou de primeira, num lance bastante plástico, mas de pouco perigo. O craque Cristiano Ronaldo - eleito o melhor em campo pela terceira vez seguida - jogou mais centralizado, em vez de se deslocar pelas pontas, e não assustou na primeira etapa. Conseguiu apenas um chute de fora da área, defendido sem problemas por Julio Cesar. Poderia ter uma segunda chance, se Juan não colocasse a mão na bola, interceptando bom lançamento de Duda e recebendo cartão amarelo.
A advertência não foi apenas para o zagueiro. Outros seis jogadores - quatro portugueses e dois brasileiros - também ficaram pendurados, um recorde nesta Copa para os 45 minutos iniciais. E às vezes em lances ríspidos. Felipe Melo distribuiu entradas duras e sofreu um pisão de Pepe, que fez o sinal de "1 a 1" para ele, após claro revide. Dunga preferiu poupar o volante de uma lesão mais grave no tornozelo e de um cartão vermelho desnecessário, trocando-o por Josué.
A seleção brasileira, que teve 63% de posse de bola na primeira etapa, esteve perto de tirar o zero do placar. Mesmo isolado, Nilmar teve duas boas chances. Uma foi criada por ele mesmo, após dar chapéu em Ricardo Costa e isolar a bola em seguida. A outra veio em passe primoroso de Luis Fabiano: Nilmar se esticou e conseguiu concluir a gol, mas esbarrou em boa defesa de Eduardo, que espalmou para o travessão. Luis Fabiano também teve a sua oportunidade, cabeceando com estilo após cruzamento de Maicon. A bola passou raspando a trave.
Portugal se solta, e Brasil se atrapalha
No segundo tempo, Portugal continuou explorando o seu lado esquerdo, onde nos primeiros minutos Cristiano Ronaldo recebeu dois passes livre na ponta. Nos dois lances tentou encontrar alguém na área, mas foi impedido por um carrinho providencial de Lúcio, no primeiro, e por uma cabeçada acrobática de Juan no segundo. Os lusos mostravam que estavam mais dispostos a atacar e reforçaram essa estratégia ao trocarem Duda pelo atacante Simão logo aos dez minutos.
Julio Cesar precisou entrar em ação aos 15, espalmando um chute de Raul Meireles, após desarme de Lúcio em Cristiano Ronaldo, que chegou ao ataque sozinho enfrentando quatro adversários. Enquanto o goleiro era atendido, após choque com o português, e exibia uma proteção nas costas, Dunga mostrava no banco de reservas muita irritação com a falha na marcação.
Vendo o adversário tomar a iniciativa do jogo na segunda etapa, o Brasil tentava variar suas jogadas, apostando em Michel Bastos na esquerda. Mas o lateral não teve sucesso no ataque, sendo vaiado por parte da torcida após um cruzamento errado. Pelo meio, a situação também era complicada, com Julio Baptista se movimentando pouco e aceitando facilmente a marcação.
Nos 15 minutos finais, Brasil e Portugal pouco se arriscaram, satisfeitos com o empate zerado. Sem muitas alternativas do meio-campo para frente, Lúcio fez o papel do volante que sai para o jogo, avançando com a bola e procurando um companheiro mais bem posicionado. Dunga ainda trocou Julio Baptista por Ramires, que tinha um cartão amarelo e corria o risco de ficar suspenso nas oitavas, e Luis Fabiano por Grafite, que fez sua estreia na Copa.
Nos cinco minutos de acréscimo, Ramires quase marcou, após chute que desviou no adversário e quase traiu o goleiro Eduardo, que se esticou e fez excelente defesa. Continuou no placar o empate por 0 a 0, o primeiro do Brasil em Mundiais desde a final de 1994, contra a Itália.
Fonte: globo.com

sexta-feira, 25 de junho de 2010

EFICIENTE COMO NUNCA, HOLANDA VENCE CAMARÕES E GARANTE OS 100%

Laranja faz 2 a 1 na Cidade do Cabo e é perfeita na fase de grupos pela primeira vez na história. Africanos, por sua vez, saem da Copa sem pontuar
Futebol total. Totalmente eficiente. A Holanda não encanta como já encantou. Não tem craques como já teve. Mas é competitiva como jamais foi. E comprovou isso na vitória por 2 a 1 sobre Camarões, nesta quinta-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, pela terceira rodada do Grupo E. O resultado garantiu a Van Persie, Sneijder e cia. algo que nem Cruyff conseguiu: 100% de aproveitamento na primeira fase da Copa do Mundo.
Pragmático, o time holandês não massacrou, não buscou o ataque desde o início, não deu espetáculo. Mas venceu com segurança e deu uma despedida melancólica aos “Leões Indomáveis”. Como se não bastasse ser a primeira seleção eliminada do Mundial, os africanos são também os primeiros a encerrarem a participação na África do Sul sem um pontinho sequer.
A terceira vitória na Copa veio através de lampejos de seus principais jogadores. Agora, sim, todos os seus principais jogadores. Van der Vaart e Van Persie tabelaram no primeiro gol, marcado pelo atacante do Arsenal. E Robben, que finalmente estreou, teve participação decisiva no gol da vitória, marcado por Huntelaar em rebote de chute na trave quando o placar apontava 1 a 1. Eto’o fez para os camaroneses, de pênalti. Robben finalmente estreou e foi decisivo no segundo fol, que garantiu a vitória Holandesa (Foto: Reuters)
Com nove pontos, a Laranja se junta à Argentina como uma das seleções perfeitas no Mundial – o Brasil, com seis pontos, também pode repetir o desempenho -, e encara a Eslováquia, nas oitavas de final. O confronto acontece segunda-feira, às 11h (de Brasília), em Durban.
A outra vaga do Grupo E ficou com o surpreendente Japão, que venceu a Dinamarca por 3 a 1 e encara o Paraguai, terça-feira, em Pretória, também às 11h.
Cinco minutos de bom futebol bastam para a Holanda
A seleção africana era Camarões, mas quem jogou em casa foi a Holanda. Colonizada por holandeses, a Cidade do Cabo pintou o estádio Green Point de laranja para receber uma das poucas seleções com 100% de aproveitamento no Mundial. Faltou, no entanto, ao time de Bert van Marwijk a mesma disposição de seus antecessores, que deram origem aos Africâners, que comandaram o país nos tempos de apartheid.
Apagado, Eto'o pouco apareceu no primeiro tempo da partida na Cidade do Cabo (Foto: AFP)
Com passes para o lado e poucas jogadas que lembrassem o tradicional “futebol bonito” holandês, os europeus “sentaram” sobre a classificação antecipada e tiveram uma apresentação morna nos 45 minutos iniciais. Nada muito empolgante, mas suficiente para sair na frente do placar com lampejos de seus principais jogadores: Van Persie e Van der Vaart.
Jogando pela honra dos “Leões Indomáveis”, os camaroneses mostravam muita disposição ofensiva, mas nenhuma organização. Eto’o, muito apagado, era um mero figurante, e o chuveirinho rolava solto sem nenhuma eficiência.
Chutes de longe distância sequer eram capazes de atrair a atenção do torcedor, mais preocupado em fazer “ola” nas arquibancadas. Jogando muito pelo meio, a Holanda não fazia uso de seus “pontas” Van de Vaart e Kuyt, e não deixava nada orgulhoso Clarence Seedorf, que observava seus compatriotas da tribuna.
Pressionado pela imprensa de seu país pelas más atuações nas duas primeiras rodadas, Van Persie era quem mais tentava. Aos 19, ele recebeu lançamento de Van Bronckhorst, dominou no peito e concluiu para a defesa de Souleymanou. O goleiro camaronês participava bem do jogo. As intervenções, por sua vez, não eram das mais complicadas, como em chutes de Sneijder e Van der Vaart aos 23 e 25. Van Persie e Van der Vaart comemoram fol da Holanda contra Camarões (Foto: Reuters)
O jogo continuava sonolento, e a “Ola” deu lugar ao sopro nas vuvuzelas como se os torcedores quisessem acordar os jogadores. Deu certo. Pelo menos do lado holandês. A Laranja versão 2010, que deixou de ser um carrossel para se tornar apenas mecânica, fez uso de uma de suas principais armas: a troca de passes rápidos.
Aos 31, Sneijder tocou para Boulahrouz, que serviu Kuyt dentro da área. O atacante girou rápido e chutou cruzado para fora. Quatro minutos depois, enfim, o gol. Van Persie recebeu pela direita e fez uma tabelinha com Van der Vaart. Kuyt, no meio do caminho, fez o corta-luz com um pulinho, e o atacante do Arsenal ficou livre para bater firme e respirar aliviado. Gol da Holanda. O primeiro de um de seus principais atacantes no Mundial.
Os cinco minutos de bom futebol, no entanto, pararam por aí. Em vantagem, a Holanda voltou a “cochilar”, e Camarões continuava tropeçando nas próprias pernas. Até o fim do primeiro tempo, foram dez minutos de chuveirinhos e cortes da defesa.
Robben estreia e encanta
Na volta para o segundo tempo, a Holanda deixou claro que não fazia muita questão de ampliar o placar. Toda atrás da linha da bola, a seleção europeia observava o adversário girar a bola de um lado para o outro e esperava um erro para sair no contra-ataque. Foi o que aconteceu logo aos cinco minutos. Van der Vaart fez o desarme no campo defensivo e lançou Van Persie, que chutou em cima do goleiro.
A esta altura, o torcedor estava mais preocupado com o banco de reservas, onde Robben começou a se aquecer para, após se recuperar de lesão muscular, finalmente estrear no Mundial. Diante da passividade holandesa, Camarões se mandava para frente. Aos 14, Eto’o fez fila na entrada da área, driblou três adversários e chutou prensado para fora. Eto'o fez seu segundo gol na Copa do Mundo e descontou para a seleção de Camarões (Foto: Reuters)
O lance deu início a uma “blitz” que resultou no gol de empate. Aos 16, Makoun ainda desperdiçou boa chance na frente de Stekelenburg, mas dois minutos depois Eto’o não perdoou. O ídolo camaronês cobrou com força pênalti assinalado após Van der Vaart interceptar com a mão cobrança de falta: 1 a 1.
A igualdade fez com que a Laranja resolvesse jogar. Aos 22, De Jong escorou de canela cruzamento de Sneijder e mandou para fora. Foi a senha para que Bert Van Marwijk chamasse Arjen Robben. Aos 28, o astro pisou pela primeira vez em gramados sul-africanos, e o torcedor vibrou como um gol.
Vibração precoce, mas que se repetiu para valer dez minutos depois graças a uma jogada com participação decisiva do jogador do Bayern de Munique. Em alta velocidade, Robben mostrou que está recuperado do problema que quase o tirou do Mundial, recebeu lançamento pela direita, cortou para o meio, deixou Song para trás e concluiu com maestria. A bola caprichosamente beijou a trave direita. No rebote, Huntelaar, completamente livre, escorou bem e garantiu os 100% de aproveitamento na primeira fase. Finalmente completa, a Holanda diz "presente" na chamada dos favoritos ao título mundial.
Fonte: globo.com

BANZAI! JAPÃO VENCE DINAMARCA POR 3 A 1 E ENFRENTA O PARAGUAI NAS OITAVAS

Disciplinados e com bela atuação do lourinho Honda, Samurais Azuis aproveitam falhas do goleiro Sorensen e ficam em segundo lugar no grupo E
Com um futebol disciplinado, uma atuação de gala de Honda e um péssimo dia do goleiro Sorensen, o Japão venceu a Dinamarca por 3 a 1, nesta quinta-feira, em Rustemburgo, e avançou para as oitavas de final da Copa do Mundo. Com o segundo lugar no grupo E, com seis pontos, os Samurais Azuis vão enfrentar o Paraguai, na próxima terça-feira, às 11h (de Brasília), em Pretória. Os dinamarqueses se despedem da África do Sul com três pontos.
A classificação japonesa para as oitavas, a segunda da equipe na história das Copas, também garantiu mais um brasileiro naturalizado na próxima fase do Mundial. Túlio Tanaka se destacou na zaga e anulou facilmente os atacantes europeus.
Os asiáticos precisavam apenas do empate para avançar no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo. Por isso a Dinamarca partiu para cima nos primeiros minutos. Mas perigo que é bom, só em um arremate de primeira de Krouldrup, para fora, após cobrança de escanteio. Os japoneses buscavam os contra-ataques sempre preocupados com a defesa. Tanto que chegavam a ter até três jogadores marcando um adversário.
Outra tática nipônica era ganhar tempo. Mas esta foi tão descarada que Endo e Nagamoto levaram cartões amarelos por cera, em cobraças de lateral e falta, respectivamente. Isso tudo com menos da metade da primeira etapa. Louro e luvinhas azuis, no melhor estilo pop japonês, Honda comemora gol na Dinamarca (Foto: Reuters)
Mas os japoneses perceberam que não precisavam ficar atrás. Na velha tática de guerra que diz que a defesa é o melhor ataque, Okubo cruzou aos 12 minutos, Hasebe tocou com a ponta do pé, e Sorensen salvou com o joelho. Logo depois, Hasebe apareceu pela direita como um raio e soltou um foguete para fora, com muito perigo. A Dinamarca respondeu com um chute cruzado de Tomasson, que raspou a trave esquerda de Kawashima.
Bolas paradas decisivas
Mas aos 17, o Japão descobriu a bola parada. Falta de longe, pela meia direita. O lourinho Honda bateu de canhota, Sorensen pulou atrasado, e a bola morreu no canto esquerdo. Não teve nem como culpar a Jabulani.
Se o empate já estava bom para os orientais, vencer então era melhor ainda. Os vikings tentaram reagir, mas seu incipiente ataque esbarrava na bem postada defesa nipônica. Quando a zaga não comparecia, Kawashima resolveu, como no lance em que saiu do gol para espalmar um toque de Tomasson. Endo comemora mais um gol de falta do Japão sobre a Dinamarca (Foto: Reuters)
O Japão abdicou do ataque e se segurou na defesa sem problemas. O time de Takeshi Okada mostrava disciplina tática invejável. Mas é claro que isso só não basta, senão era só mandar para as Copas do Mundo times formados no exército. Como a outrora Dinamáquina não ameaçava, por que não atacar? Aos 29 minutos, falta frontal. O goleiro Sorensen esperava pela batida de Honda, mas quem acertou um belo chute no canto esquerdo foi Endo. Japão 2 x 0.
Os japoneses perceberam que a Dinamarca não era lá essas coisas e passaram a atacar mais, principalmente pela direita, ponto fraco da defesa nórdica. A situação estava tão feia que o técnico Morten Olsen nem esperou o intevalo para tirar o camisa 10 Jorgensen e colocar em jogo Jakob Poulsen. O Japão seguia numa boa, e Honda quase acertou um voleio. Em seguida, Komano avançou pela direita, com velocidade, e bateu forte para Sorensen tocar para escanteio.
Vikings ao ataque, Honda tira onda!
A Dinamarca tentou se lançar para o ataque na etapa final. Mas Sorensen mostrou que deve ter algum trauma com faltas. Em cobrança de Endo, o goleirão quase foi encoberto. A bola ainda tocou na trave e sobrou para Honda isolar. Rommedahl pouco fez e a Dinamarca está fora da Copa após duas derrotas (Foto: Reuters)
Aos trancos e barrancos os europeus tentavam achar um gol. Kahlenberg, sem jeito, bateu para fora da pequena área. Logo depois, Tomasson dividiu com o goleiro, e Hasebe botou para escanteio. Em outra oportunidade, Jakob Pouslen bateu de longe e Kawashima espalmou. Mas o lance que simboliza bem a participação da Dinamarca na Copa do Mundo foi a furada de Tomasson, aos 24 minutos.
Mesmo perdendo, os dinamarqueses não se entregavam. Larsen acertou o travessão ao bater de virada, de fora da área. O esforço foi recompensado quando Hasebe derrubou Agger na área. Pênalti que Tomasson bateu. Kawashima espalmou para frente, e o camisa nove empurrou para as redes, aos 35 minutos. Foi o 52º gol do atacante pela equipe, se tornando o maior artilheiro da história da seleção de seu país.
Aos 42, com a defesa dinamarquesa escancarada, Honda deu um drible desconcertante em Simon Poulsen, se livrou de Sorensen e rolou de lado para Okazaki apenas empurrar para as redes. Japão 3 x 1. No final, o meia do CSKA Moscou quase marcou outro gol, ao chutar para fora. Seria o coroamento de uma grande atuação. Mas nem precisava. Honda já tinha tirado onda.
Fonte: globo.com